Ela não se parece com a mulher que eu casei!

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Insatisfações veladas, esfriamento na vida sexual, indiferença e uma gigante frustração e raiva, são algumas experiências estonteantes que surgem na cabeça de um marido que, desavisadamente, encara a mudança de sua mulher ao longo dos anos e, por incrível que pareça, até logo após a lua de mel isto também pode acontecer.

São mudanças de comportamento, de aparência, de gostos, de reações (essas são bem difíceis!!!); sem falar da flacidez, falta de apetite sexual e ganho de peso! Se estiverem grávidas, podem criar outra personalidade e se mostram altamente vulneráveis afetivamente!

Naturalmente, não são experiências vividas somente na intimidade do casal; estão presentes e se desenvolvem nos círculos de amizade e em ambientes familiares que, desastrosamente, não dispensam comentários maldosos, sorrisos entre lábios e ironias descaradas o que, obviamente, piora tudo.

Todavia, estamos diante de algo muito real e invariavelmente perturbador! 

Mas atenção! O pior do pior ainda está por vir!

A música de sar Menotti e Fabiano diz: “Eu tenho medo de você mudar e a outra pessoa não me apaixonar”, e é aqui que reside um grande risco e perigo. O fato é que ele não diz, mas uma voz dentro deste marido grita: “não foi com esta pessoa que eu me casei.”

Mas o que está acontecendo afinal?

Sem alargar demais o drama, vamos nos centrar em nossa desastrosa incapacidade de generosamente deixar que as pessoas, quaisquer que sejam elas, mas especialmente nossos cônjuges tenham o direto, a possibilidade, a liberdade, a coragem, a alegria e a dor de mudarem, cresceram, e se deixarem lapidar pelos revezes da vida tendo-nos a seu lado, trilhando um caminho parecido (o de cada um!), e os confirmando numa forma de amar que se assemelha ao amor Divino que ama porque é amor, e não por conta das vantagens que o ser amado lhe pode proporcionar.

Quem põe seu cônjuge “em um porta retrato” “e diz:“ foi com ela que eu me casei!”, pode facilmente cultivar o pior tipo de egoísmo que é justamente “enquadrar” alguém nas suas expectativas e, mais ainda, desejar impedir que qualquer coisa – o tempo, as surprêsas da vida ou o mais natural movimento de crescimento da pessoa humana -, não se concretize pois, “tenho medo de você mudar e a outra pessoa não me apaixonar.”

Quem pensa amar e diz que o ser amado não precisa mudar engana-se se julgando verdadeiro amante e pode estar sofrendo de um transtorno de personalidade que o impede de experimentar em si a experiência do verdadeiro amor-gratuidade. Trata-se então do mais grotesco egoísmo que se disfarça neste amor letal que, mais do que desqualificar o amor, declara a sua inexistência, pois, neste caso, quem pensa amar assim diz: “eu te amo, e você deve permanecer exatamente como é!”

Apesar de parecer realidade tão distante, na verdade, temos todos um pouco deste mal.

O que nos fará ser “fora de série” será simplesmente a aplicação da velha e novíssima regra de ouro que me convida a aplicar nos outros aquilo que tanto desejo pra mim!

Portanto, quem ama e escraviza o ser amado num estereótipo que não lhe cause os dissabores das transformações, além de ser muito infeliz, “infeliza” a vida de quem julga amar.

E você?


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